3 de julho de 2008

Inexpicável imcompreensão




Estagnada, eis uma palavra que utilizo frequentemente, não por uma afeição especial, mas talvez por me adjectivar tão bem.
Estou estagnada na vida, como mulher e como pessoa.
Existe apenas um eu... que estacionou á beira do abismo e mesmo inconformada, se encontra estagnada.... completamente inerte, embora fervilhe por dentro, por vezes comparando-se a um vulcão .
Por fora uma serenidade aparente, uma calma, uma paz, em alguns casos uma beleza....mas tão envenenada!!!
Porque por baixo da calma e da aparência tranquila esconde-se um mundo que fervilha, uma revolta que a qualquer momento pode rebentar, e sem dó nem piedade, deixa escorrer uma lava quente e letal que leva tudo e todos á frente, como se fosse um grito da terra, que acumulou anos de ardor e dor, e num grito se liberta-se de tudo , para que mais uma vez adormeça em paz e transpareça novamente a calma, paz e beleza.
Eu também sou tranquila, mas não por dentro onde tudo dói, tudo é intenso, e profundamente incompreendido, aí tudo fervilha, arde, e dói.
A incompreensão dói mais a cada dia!
Apetecia-me gritar tão alto ..... como se fosse rebentar o "meu vulcão", um grito alto poderoso, profundo que me limpa-se a alma e cala-se o meu pensamento.
Que se ouvi-se nos quatro cantos, que alguém distante ouvi-se e me tira-se daqui, que viesse o meu colo, o meu ouvido desejado, pega-se em mim e me tira-se do meio de toda a lava que acabara de expulsar, e me leva-se para um sitio divino onde pode-se adormecer em paz, me renovar por dentro, agora já aliviada, isenta de maldade, e a minha paz fosse real.

1 comentários:

Madalena disse...

Existe uma dor que fere tua alma...quase a posso sentir, talvez por ser parecida a minha, ainda que a minha não tenha explicação. Mas ao ler-te, descubro pedacinhos dessa tua alma naufragada que são na verdade pequenos portos de abrigos. Solta tua dor e no espaço que existe entre os gritos, aproveita aquilo que te é dado. Um beijo e um sorriso!