25 de setembro de 2008

Consciência...



Inerte, o corpo.
Ausente, o ser.
Em turbilhão, a mente.
Perplexa, com a realidade.
Apreensiva, com o futuro.
Descrente, nos outros.
Nos dias que correm, cada vez mais me surpreendo com as pessoas, me torno mais desacreditada no espécie humano, e mais dúvidas me levanto de que futuro está guardado para a minha filha.
Os príncipios que me incutiram, não me parecem ser válidos nos dias de hoje, no entanto, em nada os mudarei, porque não tenho outra forma de estar, e penso seriamente como poderei fazer o meu melhor, para que a minha filha nunca duvide deles.
Gostava e muito, de ser menos benovelente.
Mas gostava de olhar em redor e ver mais humildade, não queria ter de me tornar desconfiada, não quero secar por dentro pelo medo de me dar.
Não quero ter de pensar antes de falar, não quero ter de analisar antes de sorrir, não quero ter de deixar de ser eu, para que os outros não me continuem a surpreender pela negativa.
Será que ninguém vê que os valores que podemos dar sempre como certos, são os que cultivamos no coração, que se agirmos com a mesma atenção, que gostamos que tenham para connosco, pelo menos teremos sempre o conforto de não nos sentirmos mal com nós mesmos.
Não importa que falem , que digam, que apontem, se para nós tivermos a certeza de que podemos seguir erguidos.
Mas se no fundo houver uma incerteza, a nossa consciência em momentos de pausa, fará nos sempre lembrar que falhamos com alguém e essa é a pior chamada de atenção que podemos obter.
Porque uma consciência que em algum momento nos pese, é sempre uma consciência que para sempre nos impede de ser verdadeiramente felizes.
É assim que sinto, é assim que sou.

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