16 de abril de 2012

Sempre... e para sempre...

Há coisas que duram para sempre...

E para sempre... nunca acaba... mesmo!

Como a saudade e o Verdadeiro Amor!

22 de março de 2011


Já escrevi... tanto!

Mas talvez tenha escrito, menos palavras,

do que as lágrimas que já deitei por ti!

E o pior...

É que as palavras se foram...

E as lágrimas ficaram!

Que faço eu agora, se levaste tanto de mim,

E me deixaste tão pouco de ti...

Deixaste-me um livro de memórias,

que agora não consigo escrever!

Deixas-te-me uma ferida aberta,

que nem com a minha tinta a posso cuidar!

Tomaste o meu melhor sorriso,

e para mim ficou o teu usado e cansaço!

Levaste-me a frescura da primavera,

e enclausuraste-me neste inverno rigoroso!

E sem hipótese de fuga...

Porque a saída era nas letras...

E essas escondeste mesmo de mim!


22 de fevereiro de 2011


A noite invadiu a casa...

A luz que me alumia resume-se... á chama de meia dúzia de velas.

Não existe um som neste momento, a não ser o que vem do meu piano.

Estou finalmente só comigo... mas demasiado amargurada, para me quietar e sossegar ...

Queria-me extravasar em palavras, mas as paredes não têm ouvidos,

E eu preciso de respostas também...

Por isso, falar não posso... não sozinha...

Resta-me entregar a minha mente incessante e o meu corpo cansado... ao som do meu piano!

Ele não responde também... mas acompanha-me...

Conhece-me como ninguém....

Quietando-me quando deve, incentivando-me quando preciso, consolando-me quando pode...

Por isso agora a ele me entrego... dançando a minha saudade, expressando a minha mágoa, libertando a minha angústia, expulsando de mim a minha indignação, e velando ...a minha dor.

Ele sabe me conduzir, por mim a fora... e sabe até aonde preciso de ir!

E ele começa:

Lita... Dança...

Aquece-te... sente-te...

Pronta?

Então...começa com garra... vai bem dentro da tua angústia...

Vai...

Dança Lita, dança!

Revolta-te, agora!

Mexe-te!

Solta-te ... Liberta-te!!

Salta Lita... Salta...salta alto...

Salta e deixa-te cair!

Grita se te doí!!!
Mas salta mais alto ainda, e deixa-te cair de novo!

Sente...

Sente nessa vertigem da queda, como estás desprotegida e como doí a queda, mas levanta-te de novo, e recomeça... outra vez, e outra com afinco...

Sente essa dor, e amaldiçoa-a...

Ela não te pode impedir de recomeçar uma e outra vez, não pode!

Recomeça, Lita...

Dança Lita, dança!

Solta agora o teu melhor rodopio, e outro e outro, e outro... e... abre os olhos!

Sente...

Sente...essa tontura... é desprezível!

Vê como te atordoa, e te embriaga, como te baralhou e te fez pareceres tonta!

Ela não pode te desfocar de ti... do teu corpo!

Excomunga-a!

Revolta-te Lita!

Exorciza-te!

Deita cá para fora o mal que te fazem sentir, o bom que se privam a dar-te, e as dores do mundo!!

Vá... Dança Lita, dança...

Expele as dores...

Dança Lita , dança...

Estás cansada, mas estás solta!!

E o que dói bem lá dentro...é assim que o trazemos para fora!!!

Repara...

Quando o som se amaina...

Tu esticas sempre uma mão aberta!!

Como estás tão dorida Lita...

Bem lá dentro, a dor é tão funda que pedes sempre auxilio...

Mas dança Lita, dança a dor...

Não estendas a mão, que ninguém vai agarrá-la...

Talvez... por agora...

Te devas balançar só um pouco.....

Embala-te... aninha-te num compasso bem leve...chiuuuu!!

Respira...

Sente o teu respirar...

Sim, Chora!

Chora... chora muito,chora... mas pára de te afogar no teu sal, deita cá para fora em gestos!

Embala-te, no meu compasso...

Aninha-te, conforta-te...

Ouve as batidas do teu coração que soluça, e fá-lo acompanhar a canção...

Chiuuu...

Não te mexas, mais...

Ficamos só assim os dois...

Embala-te... baixinho...

Vai passar...

17 de fevereiro de 2011


Toma...


Ofereço-te!


Vá... Não te retrai-as, aceita-o, que é de coração!


Não me vai fazer falta nenhuma, não tenciono, nem consigo usá-lo...


Por isso não hesites... e aceita!


Fiz de tudo para o conseguir ter... lutei com dragões, enfrentei trovoadas, escalei montanhas, percorri desertos, entrei numa noite escura... e trouxe-o para ti!


Sabes bem que por ti, não tenho medo de nada, e vou ao fim do mundo!


Como tal... trouxe-te intacto e verdadeiro... este sorriso!!!!


Vá lá... usa-o para mim!


Fica-te tão bem...


Prometes-me que o usas todos os dias??


Vá... Despe essas lágrimas velhas, já tão molhadas e frias.


Livra-te delas de vez!


Sabes que se precisares amanhã estarei cá para me certificar que ainda o usas!!!


Do mesmo modo... que estou sempre aqui!!!


Vá...


Agora coloca-o... e brilha para mim!


Mesmo de olhos fechados, saberei se o usas...


É que mesmo que não veja esse brilho, senti-lo-ei... no meu coração!


15 de fevereiro de 2011




Mãos...

Hoje em dia, olho tanto para as minhas mãos...

Noto como... se sentem-se sós...como eu!

E se elas se entristecem por se sentirem cheias de nada...

Eu triste estou... por me sentir vazia de tudo...

Talvez por isso...
Muitas são as vezes que as olho...
E dou por mim... a entrelaçar os dedos, de uma na outra,
para nos sentirmos de mãos dadas!

Mesmo não passando de um EU, a dar a mão... a MIM mesma !

14 de fevereiro de 2011


Datas especiais, não vêm nos calendários vulgares e mundanos...




São especiais por isso mesmo, por serem só "minhas"...




Embora que quando os despertadores do comum mortal disparam..




Anunciando um dia especial... me entristeçam...




Pois se nunca comemoro as " minhas" datas, quanto mais... as gerais...




E custa!




Quanto custa, e como custa ...


E saber então que o meu amor...o comemora, com outro alguém!



Demasiado!!!!


Diariamente já, mói, dói, corroí...


Mas estes dias "especiais", alimentam esta tortura em larga escala!!



Mas este amor que sinto é cego, é louco, completamente insane e desmesurado...


Passa dias e meses, agarrado a uma saudade inflamada, que se propaga e se instala sem dó nem piedade...


Consumindo-se com a falta do cheiro, da cor, do sabor, da voz... com saudades de tudo!


E no entanto não se encolhe... não mirra... não desvanece!


E fica nestes dias estupidificado... suspirando de memorias, e bebendo tanto do meu sal...


Sonhando acordado...


Planeando sem fim...


Anseando sem limites... sem saber se o infinito não será o tempo...


Dorido, mas macio...


Magoado, mas doce...


E hoje... especialmente... pequeninininininho...



P.s: A todos os que me seguem...


Feliz dia dos namorados!


Namorem todos os dias, não se esqueçam de cuidar o Vosso amor sempre!


Comemorem o dia, mas não esqueçam de comemorar sim... as Vossas datas!


O primeiro olhar, o primeiro beijo, o primeiro encontro, seja o que for que seja só VOSSO!


Cuidem-se como uma rosa delicada e perfumada!


Apaixonem-se todos os dias!
Só assim vale a pena!
Só assim se vive um grande AMOR!




15 de janeiro de 2011


Perco tempos infinitos entre esperas e procuras, de quem não chega e nunca acho...


Consumindo horas a cada segundo, e desesperando nos dias que ganham sabor a anos.


Escutando-te no silêncio, e sentindo-te no vazio...


Sonhando-te acordada, e recordando-te num leve sono...


Sorrindo por breves momentos, e chorando por longos tempos...


Misturando realidade e ficção, para alimentar semanas com instantes...


Amando-te como nunca o foste...


Sofrendo... como nunca antes...


Martizirando-me com o teu egocêntrismo...


Crucificando-me com o teu desinteresse...


Mas sempre suspirando com a imagem do teu sorriso.


Dançando com o som dos teu passos, que alucino ouvir caminharem na minha direcção,


Rodopiando com o frenesim do teu abraço que trago a mim... quando me aperto,


Caindo para o chão quando abro os olhos... e me desce o discernimento que me permite ver que nada é real!


Esta é a loucura de quem ama um corpo ausente,


a insane vida de quem caminha só no meio da multidão,


e o desatino de quem vive intranquilo, só querendo chegar ao "the end"... feliz...

Sem nunca saber se esse dia existirá!





2 de dezembro de 2010


Esta noite, não vás embora...


Fica aqui até teres a certeza que o sol raiou, e que a luz já tomou posse de todas as frestas dos meus estores!


Promete que ficas todos os segundos a olhar para mim, e sempre que o meu lençol teimar em escorregar, que me o ajeitas , e sorris!


Sorri para mim esta noite, aquece-me esta magoada alma gelada, com o calor do teu afecto.


Não deixes judiarem de mim só porque sou uma mulher-menina, sem maldade!


E cada vez que eu for para acordar, dá aquele xxxiiiiuuuu dengoso, só para eu saber que estás a tomar conta de mim!


Estou cansada Pai...


Quero-me despir desta mulher magoada, desta menina mal amada...a quem ninguém entende a alma!E simplesmente dormir no teu colo, como a tua menina de sempre, sim?


Sou mãe, e é a única coisa que me faz feliz, mas preciso de ser a TUA filha hoje, para ter coragem de enfrentar o meu dia de amanha... e o outro... e o outro... e este vazio que me ocupa, e esta crueldade que me rodeia...


Sabes? Há tantos meses que não vinha aqui...


Mas até de ti aqui, eu senti saudades hoje...


Mas já não me sei, fluir em letras...

Roubaram-me as palavras Pai!
Trancaram-nas com o meu coração...


Num castelo de conto de fadas... lá no reino longínquo, dos amores verdadeiros...


Onde as bruxas são cruéis, os dragões são imponentes, as roseiras são bravas, e onde até o dia tem luz de noite...


Bem sei que se os contos de fadas têm dragões, exactamente para que desde sempre possamos aprender, que eles podem ser derrotados.


Mas estou triste Pai... estou dorida...


Precisava de lamber as minhas próprias feridas, num segundo de paz comigo...


Encostando-me nesta almofada e sentindo que tudo vai ficar bem...


Que o meu príncipe, está intacto a minha espera , com o meu coração numa mão... e o baú das minhas palavras na outra, pronto para eu começar um livro a dois...


Pai... a tua menina tá assustada...


Anda ... vamos dormir...


Boa noite Papá...toma conta de mim... hoje não quero mais batalhas... apenas descansar no teu carinho, e acreditar que amanha vai doer menos, porque contigo aqui... ao menos fui feliz...


Boa Noite Papá ... até já...




19 de maio de 2010


Algumas vezes vim aqui, mas fugi....

Chego aqui e as palavras atropelam-me, não lhes tomo o gosto... apenas lhes sinto a dor...
Tenho tantas saudades de escrever, sinto mais falta de o fazer, que de respirar...

Mas ... não consigo...

Tudo o que quero escrever, expressa um amor que não posso mais expressar...

Abre-me a ferida, que vou camuflando, sem que ainda a tenha conseguido sarar...

Recorda-me um sorriso dobrado, que me foi arrancado...
Atiça-me o fogo que moi baixinho, doendo devagarinho, e que vou conseguindo em controlar.
Aviva-me o herói que perdi, e o fantasma que ganhei....

Que me enlaça o corpo, e me aprisiona a alma...

E numa dimensão diferente...acompanha-me e persegue-me por todo o lado.

Mas que na realidade, não existe mais...

E a única certeza que me traz vir aqui... é que para meu bem... preciso deixar de o amar...

29 de março de 2010


Aqui sou uma lágrima, que corre num ecrã, escorrendo em palavras...dores.

Mas esta lágrima, é uma mulher cansada, gasta pelas marcas da vida, magoada com os dissabores dos dias, e ferida de amor.

Talvez ocupe os dias a tentar salvar o mundo, mas á noite nunca me consiga salvar a mim.

E dia após dia, as marcas notam-se, as mágoas aprofundam-se, e as ferias abrem.

Por algum tempo fui uma lágrima camuflada , imperceptível á luz do sol, que abafava os meus gritos, com os meus sorrisos, e apenas vingava na noite, quando a saudade se aliava á solidão, e rodavam na minha cabeça, como uma dança de bruxas em redor de uma fogueira, entoando as minhas lamúrias, e exteriorizando os meus males.

Hoje em dia sou uma lágrima caída.

Que caí quando ninguém vê, que caí sem ter quem a limpe, e que caí cada vez mais cansada.

6 de março de 2010


Decepciona-me os dias...

Sim, os dias...

Com tudo o que está implícito e adjacente...

Estou tão cansada de viver num mundo que não me pertence, de me sentir estranha e berrante aos olhos dos outros!

E chega a doer o que tenho que camuflar, o mais profundamente possível, para que não vejam, não notem, não sintam, nem sonhem.... como sou realmente diferente! Senão, então nem sei...

Sinto-me castrada...

Sou continuamente julgada, avaliada, apontada, criticada!

E dói tanto!

Tudo, por não conseguir ser mais comum, mais igual a mundo e meio!

Não sou um alien, por ser boazinha!!!

Eu não sou boazinha!!!

Não gosto de mexericos, de diz que disse, odeio mentiras, não suporto ver ninguém triste, e não convivo com ambientes intranquilos!

Sim é verdade!

Dou sempre o direito á palavra primeiro, não gosto de dúvidas, nem assuntos mal resolvidos, tento compreender nos outros os defeitos que me desagradam, digerindo-os e não os deixando interferir na minha relação com elas, se valer a pena!Se for alguém com quem nem me identifique, limito-me apenas e sempre a dar um sorriso, e não dar importância!

Não sou cínica neste sorriso, sorrir a alguém é dizer bom dia, ou boa tarde, do meu jeito!Não tenho ninguém que me rodeie, a quem não dê um sorriso!Não guardo rancor, a ninguém, e já tenho 33 anos!

Mágoa, sim, infelizmente!

Talvez tenha entrado na minha vida, e talvez por este meu feitio de "parva",pessoas que infelizmente me magoaram.Mas que não me tiram o sono, não lhes tenho qualquer sentimento, quando passam por mim na rua, e acreditem que mesmo a estas eu consigo sorrir e dizer bom dia!

E não estou a ser falsa! Continua a ser o meu jeito!

Já me aconteceu, ir tomar café, e estar triste e distraída, e nem dar bom dia ao Sr do café, fui ás compras e quando voltei, voltei a entrar no café, e a pedir outro café, só para dizer: Bom dia Sr Abel, á pouco nem lhe dei atenção... desculpe que estava na lua!!!

E foi um alivio para mim!

Eu detesto ir com uma amiga ás compras e ver como entram e saem... e não cumprimentam os funcionários!

Eu entro e tenho que cruzar o meu olhar com a pessoa da loja, para dizer bom dia ou boa tarde, e não saio sem dizer obrigado!

Muitas vezes, nem oiço resposta, mas eu não quero saber!

Se uma prostituta, um mendigo, um talhante, um taxista, um trolha, ou um arquitecto falarem para mim, eu falo igual para qualquer um, preocupo-me em não ferir a susceptibilidade de qualquer um deles, e só não ajudo senão poder!!!

Eu vou ao centro de saúde e oiço a velhinha contar as dores todas e até me mostram os medicamentos que tomam, e não me levanto e não digo mal, porque possivelmente antes disso já ela se meteu com a minha filha, já lhe teceu um elogio, ou até lhe fez um carinho, que me adoçou a mim, e ouvi-la não me aborrece, aborrecida deve estar a senhora que está sozinha e sem ninguém!

Sou parva, porque meio mundo já se levantou e trocou de lugar, para não ouvir a senhora?Pois que seja!! Mas fui uma parva, que a mim não custou nada, e a alguém se calhar fez bem!

Se alguém me responde torto, eu não entro logo a matar, não!

Posso até ficar magoada, mas prefiro perguntar: porque me respondes assim? Fiz-te mal?

Isso faz de mim, boazinha? de Madre Teresa, de Santa, ou de parva?

Eu não sinto isso, eu sou assim!!

Digo a mim mesma, Lita, muda!

Lita tens que mudar, vais sair sempre prejudicada e magoada, porque realmente ás vezes abusam de ti!

Mas eu não sei conviver, com ninguém de outra forma!!

Mas magoa cada vez mais, até os amigos me apontarem o dedo, como a ZEN, a boazinha, brincarem que me vão oferecer um hábito azul bebé, para ficar mais parecida com a Madre Teresa!

Hoje doeu!

Hoje estou magoada!

Chego a sentir, que me estão a dizer que sou a boazinha e não estou a ser sincera, que quero é ficar bem, ou não me meter!

Quando não sou nada, mas nada, mas nada assim!

Eu vou á luta com determinação, para defender-me de uma injustiça!

Eu enfrento o mundo inteiro por, Amor...

Eu faço das tripas coração, pela minha Filha!

Mas para além disto, não entro em guerras na minha vida, porque não faz sentido!

E não preciso ser bruta, nem malcriada, nem limitada, nem arrogante para mostrar seja o que for! A ninguém!!!

Oh Pai !!!! Será que ao menos tu me entendes???

Estou tão magoada hoje!

Sinto-me tão pequenina!!!

Misturo tudo isto com este gosto a solidão, com o gosto de dar tudo de mim, sem receber nada em troca!

E entristeço-me cada vez mais...

Pergunto-me onde está o meu porto de abrigo, hoje que me dói?

Como posso tantas vezes dar a cara em defesa, e hoje que me desmorono, por ser boa demais... acabo o dia ... invariavelmente....sozinha!
E custa...

Hoje tudo moí tanto....moí tanto... a tortura dos dias onde amo desalmadamente...
E só me leva a sentir-me cada vez mais pequenina...

Queria expelir de mim, a frase que me entristece tanto hoje: Parva!! Muito, mas muito parva!

Queria limpar este gosto a falhanço da minha boca...

Queria simplesmente suspirar, deitar a cabeça no colo e sentir que não faz mal ser assim...
Mas não o posso fazer!!! E até isto pode crer dizer...que se calhar...faz!

2 de março de 2010


Encolho-me do frio...

E é por dentro que tremo, é o meu sangue que me gela.
Porque por fora, limito-me a estar, e nem me sentir...

Aninho-me em mim...

Baloiço-me na minha cadeira de verga e olho pelas portadas do meu quarto, fixando-me na noite, contemplando a chuva que cai lá fora.



Lembro-me de cheiros, cores e sabores da minha vida, e as lágrimas que me caem hoje nem me amargam, acompanham apenas a chuva...


Concubinato perfeito...eu e esta noite escura... por momentos completamo-nos!


A acção está toda lá fora, é lá que se espelha o meu profundo, onde a chuva cai em força, sopra vento em fúria, e a escuridão tomou conta do céu .

Cá dentro é a inércia... onde apenas vagueio por mim...sem me sentir...

Continuo balançando a minha cadeira... enrosco-me mais em mim, e tapo-me com uma manta quentinha...


Continuo desfolhando o livro da memória, vendo os meus sorrisos, os meus afectos, e encolho-me mais um pouco pensando em palavras soltas...




Conforto...



Calor...



Colo...



Carinho...



Paz...




Pergunto-me?? Como será que se sentem...


Achei-as nas minhas memórias, mas não fazem parte do meu presente...


Sinto-as como fatias de um bolo, consumidas com prazer, das quais já só me resta a recordação de as ter saboreado, e mesmo me esforçando.... não lhes sinto o gosto...


Doí, um pouquinho...sim...


Mas.. as lágrimas que caem não amargam, hoje estou em comunhão com a minha noite... deixo o dissabor correr na chuva, e aqui dentro fico serena...apenas recordando... sentindo a falta, mas aceitando...

Há dias assim, em que tudo já é demais... e o cansaço embriaga-me, tornando-me apática, frígida, espectadora da minha própria tristeza sucumbida em mim...


Embalo-me mais um pouco, para que o meu baloiçar não pare, e uma certeza eu tenho.... cansada sim, conformada nunca!

25 de fevereiro de 2010



Leva os meus fantasmas...

Os meus pensamentos, têm excesso de bagagem...

Estão carregados de tormentos, e preocupações!

Alivia-me a carga, com a tua protecção!

Quando me entram estas horas tardias, na estatística das minhas noites sem dormir...

Onde este silêncio me ensurdece, este frio me tolhe, e este escuro me toma...

Só peço que me alivies!

Deixa que sinta que estás aqui a velar o meu sono...

Preciso de dormir para carregar baterias,

Estou cansada demais...

E sozinha, não consigo!

Quero a minha vida de volta!
Quero o meu sorriso, e o meu sono descansado!
O meu espaço, o meu ar, e o meu respirar!

E tudo pode mudar, se eu conseguir descansar,

estou decidida a ir á luta, mas preciso de força!

E para isso só precisava de te sentir aqui...

Enquanto escrevo, oiço na minha cabeça ...


"Oh.. papão... vai embora,

de cima do telhado,

Deixa dormir a minha menina,

um soninho descansado..."


Sabes que é isso mesmo que preciso!

Leva me os fantasmas, vela-me o sono...

Preciso tanto de dormir...

Continua a cantar para mim...

Vou fechar os olhos,

Não vás embora, não?


19 de fevereiro de 2010


Amedronto-me!

Sim... tenho medo...

Mas quero!

Sou Rosa delicada a quem a chuva queima as petálas...

Animal ferido que lambe as feridas, e quer abrigo!

Mas cá dentro lavra-me um fogo ....

Correm-me rios de lava nas veias,

E tenho um vulcão adormecido...

Dando-me sinais de alerta...

Que me está tão próxima, a erupção...

Amedronto-me!

Sim... tenho medo...

Mas quero!

Embriago-me nas minhas lágrimas,

E fico á deriva, fraquejando sem o meu porto seguro,

Mas avisto uma tempestade...

O meu mar está a ficar encrespado,

O meu céu está carregado,

As minhas ondas estão a crescer,

O leve sopro do meu coração,

prepara-se para soltar um tornado em ira...

E...

Amedronto-me!

Sim... tenho medo...

Mas eu quero, e ... não vejo a hora!



9 de fevereiro de 2010


Nesta escuridão e neste silêncio, apenas o céu me escuta..

Mas eu apenas, me escuto a mim!

Oiço tantas frases soltas , voando e ecoando sem fim...

Mas o que oiço sou só eu, e queria ouvir-te a ti...

Senhora e dona dos meus sonhos,

mas cansada e magoada com as minhas realidades.

Esta noite sinto-me talvez...balada,

Canção de lágrima caída, com uma história mal contada!

Mas... se o fado é dor, é tristeza e de quem chora a saudade,

Esta noite eu sou só fado, e choro por não te ter ao meu lado!

24 de janeiro de 2010




Talvez queiras ver através de mim

No entanto esqueceste de me ver.

Talvez a culpa te cegue os sentidos,

as mágoas te corroíam as entranhas,

e os medos te atropelem,

e para tudo eu te veja razão,

te entenda, profundamente...

afinal ... eu vejo-te com amor!

Mas os meus olhos, estão tristes...

Não te sinto!

A minha alma é peregrina,

a minha imaginação fecunda,

e dia após dia te percorro na minha memória.

Mas... mais que a tua ausência física,

O teu silêncio...

O desapego emocional que me demonstras...

Derrubam-me!

Correr atrás do sonho..

é o meu lema, a minha bandeira,

mas a minha bandeira está a meia haste.

Não me fraqueijam as forças...

Pois sei bem que posso até vergar, mas sei que não parto,

Porque o meu sentir é puro, e alimenta-me!

Mas precisava de um conforto, de um carinho,

Que me quietasse esta saudade,

Me calasse este desconforto,

E me fizesse serenar!

Uma simples manifestação de cumplicidade,

um carinho, que me alivia-se os tormentos da estrada,

porque tu a mim,

sabes que estou sempre aqui...

16 de janeiro de 2010


Precisava que estivesses aqui... agora!

Precisava que levasses para bem longe, esta nuvem que paira sobre mim!

Nem precisava da tua voz... apenas do teu colo!

O teu abraço, seria um ponto final ao meu desassossego.

E as tuas mãos doces, um embalo ao meu sono!

10 de janeiro de 2010

A quem me segue...

Olá ,
Muitas vezes me enviam selos, mimos, desafios, aos quais tento sempre participar, retribuir e principalmente agradecer.
Nem sempre o tempo está a meu favor, mas quero que saibam, o quanto valorizo se lembrarem de mim.
Por isso hoje, faço este post.

Exclusivamente para vos dizer: OBRIGADO!

Do fundo do meu coração, obrigado!
Coloquei alguns dos selos, que me têm deixado no meu blog, para que saibam que os guardo com carinho, e que vou tentar conseguir um pouco mais de tempo, para responder mais prontamente aos vossos mimos.

Um beijo
Lita

1 de janeiro de 2010




Recordo todas as migalhas que me deste, com sabor a um tão pouco mas tanto, terminando sempre a linha do meu pensamento, com um ... porquê?



Lembro tudo o que te dei, que mesmo que tenha sido pouco, foi porque não deixaste te dar mais, mas dei com sabor a amor, e termino o meu pensamento com um... como é possível?



Vagueio nas memórias das sensações que me causaste, ainda palpitando com emoção, mas calmando-me por dentro com um... não mereço!



Desfolho as páginas do Book of Love, que fiz com trechos dos nossos email´s , e fecho-o com um... para ti, é impossível ter sido verdade!



Moio e remoo, piso e repiso , não consigo fazer com que pare de doer assim, é mais forte que eu, não consigo deixar de pensar como um... como é que és tanto.... vira um... como és assim para mim??




Como num só dia, foste o melhor e o pior , para mim!




Como consegues, me fazer palpitar desta maneira, tremer de alegria, me fazer quase largar tudo e ir a correr atrás de ti, e de um momento para o outro, ficas cruel para comigo!


Levas-te por um mal entendido, uma má interpretação tua, e disparas contra mim!



Desconfias de mim, apontas-me defeitos que não tenho, tenho muitos certamente, mas não o que me fazes sentir!


Não sou vulgar, nem premeditada, muito menos falsa ou maldosa, não tenho segundas intenções, o meu maior defeito é te amar, e tu não saberes o que é isso, nem para receber, muito menos para me ofereceres .




Doeu tanto, o que me fizeste sentir!




Dói tanto, o que estou a passar!




Esperei tanto por ti, por um simples beijo...




Quando estiveste tão perto, empurraste-me para tão longe, de forma tão cruel, tão dura, tão falsa...




Sinto que me pintas de negro e arranjas histórias em tudo e por tudo, para que seja a tua verdade e a maneira mais fácil, de teres motivos válidos para ti, para me tirares de vez da tua vida...




Não precisava ser assim, podias pensar que me magoas muito mais do que aquilo que mereço, por simplesmente... te amar assim...

10 de dezembro de 2009







Sem pedir uma estrela, ofereceram-me a lua, e desde o momento em que iluminou a minha vida, fui tão feliz! Fui uma menina mulher, que acreditou no conto de fadas, porque o sentiu, sim era a MINHA verdade!


Por vezes questionava: como é que me és tanto?? Como??


E por ser tanto...dei , dei tudo o que me foi permitido dar, se mais não dei, foi porque nem sequer tinha como dar, pois não se pode dar nada mais, a quem nada mais quer receber.


Cheiros, cores e sabores, ganharam vida , fizeram-me sentido e esboçaram-me sorrisos, porque em tudo... no meu mundinho , tudo era ele, tudo me levava a ele!
E quando então estava comigo, parava o mundo...por vezes até eu estagnava, porque mais nada me importava, quantas coisas lhe queria fazer, queria sentir, mas...


Por vezes bloqueava apenas para poder contempla-lo, venera-lo naquele momento único e tão raro de acontecer...Estava comigo, entendem? Quantas vezes eu própria dizia: xiuuu, Lita é verdade está aqui... contigo!!!
Que mais podia eu pedir? Será que entendem?


Quantas vezes no auge da sua moral, duvidou de mim, e me machucou por achar de mais o meu sentir!
Puxa, isso sempre doeu!! E mesmo roubando o meu sorriso... Era temporário, não conseguia guardar mágoa, porque qualquer gota que me dava de seguida, era tanto...
Era tudo ... era amor...aliás...para mim... era amor!
Quem nesta vida não quer ser amado, se sentir apaixonado, se deixar levar pelo sonho? Acreditar que sim, que os contos de fadas podem acontecer! Seria eu estranha por me sentir assim? Que estranha seja , fui tão mais feliz... estranha!
Céus!!!
Vivi num micro-cosmo, onde nada mais existia.
Incluiu em rigorosamente tudo da minha vida! E agora tudo é real, confinando-me a um espaço limitado de manobra !
Fantasmas, pairam em tudo e por tudo na minha cabeça e corroem-me aos bocadinhos...
Talvez me tenha que reeditar, queria mesmo era fazer reset, de tudo e de mim... mas limpar sentimentos e memórias, é impossível, por isso há que aprender a lidar com o novo mundo...
Aprender a alterar gestos, contornar lembranças, evitar situações,e talvez...




Talvez volte a saborear o meu galão da manha , quando conseguir simplesmente aquecer as minhas mãos no copo, sem pensar como o meu menino só bebe leite em copo de vidro...



Talvez volte a tomar um longo duche de água quente, sem tremer de saudade, quando deixar de sentir as suas mãos, e o cheiro a leite de amêndoas...




Talvez deixe de sair á pressa da wc, e me volte a cuidar e maquilhar em frente ao espelho ainda enrolada na minha toalha, quando parar de o recordar no meu espelho embaciado, e a forma mimada como se aninhava no toalhão...




Talvez consiga pentear o meu cabelo, com delicadeza... quando até este gesto rotineiro, já não me levar a sentir a maciez dos seus cabelos por entre os meus dedos...




Talvez volte a colocar a roupa que vou usar depois do banho em cima da cama, quando não recordar com tanto carinho, a forma como gostava de cuidar dele assim...



Talvez um dia tire da embalagem o lingerie cor de rosa, que comprei para o agradar, e o faça só para mim, achando-me bonita e contente por o usar, ao invés de me magoar só olhando para a caixa,pensando... porque?? porque comprei eu isto, se nem gosto de cor de rosa, e ele já nem vai ver!!



Talvez torne a abrir e a fechar a porta da rua , sem ser num gesto alucinado que me obriga a ficar o resto do dia a pensar se a terei mesmo fechado, quando não mais o imaginar de pernas a tremer agarrado ao puxador da minha porta...




Talvez volte a abastecer o meu carro no posto de combustível do custome, quando não o ficar a ouvir dizer ...ai mãe, e imaginar a surpresa da menina do gás...



Talvez volte a conduzir á noite, quando os meus olhos não se rasarem, a cada vez que os fárois dos carros ao longe, me levarem a ver sempre... aqueles olhos tão pequeninos...



Talvez de cada vez que ele estacionar o carro á minha frente, o meu coração não aperte com a lembrança, do gesto carinhoso da sua mão na minha perna enquanto conduzia, ou do acto de amor inconsciente de perfeitos adolescentes, numa das noites mais escuras que me recordo...



Talvez volte a ver uma telenovela brasileira, quando as imagens do pão de açúcar, não me inflamarem com o sonho tão real de o ver chegar, senhor e dono do seu areal, de havaianas na mão, ao som de Diana Krall...



Talvez um dia volte a ouvir o meu piano, sem que as teclas me acutilem, recordando-me como nunca o ensinei a ouvi-lo...



Talvez volte a mudar de canal, quando transmitirem imagens de futebol, e deixe de o procurar nas bancadas do seu estádio, ou tente entender um jogo que não gosto, que nunca vou perceber, nem nunca irei ver, nem com pipoca, nem sem ela...


Talvez pare de saltar da cama em euforia, porque o telemóvel tocou a altas horas, quando perceber que a mensagem inesperada, é apenas da operadora a avisar que o saldo do meu cartão expirou, pois beijos de lua cheia, histórias de princesas e reinos encantados, perderam-se nas páginas dos contos infantis, para mim não mais vão chegar ...



Talvez volte a ligar o rádio no meu carro, sem ter que me certificar se tem colocado o CD certo que gravei , onde não existem músicas inoportunas que me catapultam as lembranças, as dedicatórias, aquela em especial que me leva a sonha-lo, sentado no meu sofá , para que eu dance para ele... muito menos aquela que me foi oferecida no aniversário, como a que esteve durante 12 anos, guardada para mim...




Talvez consiga voltar a escrever, quando as teclas do meu portátil não me queimarem a ponta dos dedos, recordando como nos tocávamos aqui, aqui talvez seja a marca mais profunda que me fica...




Talvez deva formatar o meu disco , e me livrar deste vírus que me corrompe os ficheiros, mas que nunca antes o tinha feito, porque a cada aviso do anti-vírus, abria um sorriso a pensar... no meu vírus informático... o vírus que lhe enviei na forma de um texto meu, e o inflamou a ele, e me apaixonou muito mais a mim... muito mais...


Talvez brinque de cócegas novamente com a minha filha, quando não doer, a recordação das gargalhadas boas, que me fazia soltar...



Talvez o meu riso volte a ser espontanêo, quando me esquecer de como ele gostava do meu sorriso dobrado, que nem eu bem sei como o faço, mas sei sim, que não o quero dar mais...



Talvez não implore aos céus numa inexpugnável prece, que esconda a lua de mim, a lua ficou especial demais, até num filme que fui ver,supostamente para desanuviar, abriu a tela de cinema com uma lua divina e por castigo ou perseguição, até começou com uma frase que ele me customava dizer, foi um choque tão grande, que achei que era um sinal de que ele estava ali, e passei o filme a procurá-lo nas cadeiras todas!!! Céus, esconde-me a lua até eu aprender a simplesmente olhar para ela, sem lhe tentar ler os recados que lá deixamos, e sem que ela só me leve a ele...



Talvez um dia volte a deixar a chuva me escorrer no rosto, afinal quantas vezes pedi chuva, para ter um sonho bom, pela magia da liberdade e o fetiche secreto dos beijos á chuva...os beijos já não fazem sentido, mas a liberdade quero voltar a sentir...



Talvez os domingos de manha deixem de magoar, com as horas que não passam, quando perceber que agora é um dia igual a todos os outros, se em outros domingos fui a feiticeira que o inundava de vida, se era sentida a minha falta ali ao lado a ver o mar para que se sentisse completo, ou se fui procurada entre 60.588 pessoas num estádio...agora domingo é apenas um dia que peço que passe... e depressa...

Talvez o meu sono volte, quando conseguir estar deitada, sem o imaginar no seu pijama azul petróleo... de cetim...



Talvez as borboletas..... não as borboletas...será sempre mais, que aquilo que consigo aguentar...


Por isso...
Borboleta, um dia ele disse-te ... vai com cuidado...que vou precisar sempre de ti...



Chegas-te grandiosa como sempre, carregando os meus beijos, e eu devolvi-te... cheia de amor, mas nunca mais voltaste...



Por isso hoje digo-te eu... ele não vai precisar mais de ti... por isso anda, espero por ti... eu sim preciso de ti, para que fiques comigo esta noite, e me possa aninhar a ti...